O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi alvo de vaias e interpelado por eleitores durante passagem pela Feira Hippie, no centro de Belo Horizonte, neste domingo (20/9). O ex-governador chegou à feira após passar pela Igrejinha da Pampulha e conceder entrevista; caminhou acompanhado por apoiadores e por nomes do partido, como o vereador Bráulio Lara.

Logo no início do percurso, populares proferiram vaias, fizeram o gesto em defesa do presidente Lula e gritaram questionamentos sobre a mineração. Um dos manifestantes perguntou: “Ô, Zema, cadê o dinheiro da mineração?”, referência direta à Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro do ano passado e que levou à prisão do então presidente da Feam, Rodrigo Franco, hoje respondendo em liberdade, e à exoneração de João Paulo Martins no Iepha.

Ao mesmo tempo, Zema teve apoio de parte do público: tirou fotos com eleitores, agarrou crianças no colo e foi convidado por comerciantes a visitar barracas. No fechamento da passagem pela feira, militantes da Unidade Popular o hostilizaram, chegando a gritar a frase “A verdade dói: o Romeu Zema não passa de um playboy”, episódio que reforçou o clima polarizado do encontro.

Politicamente, a reação em Minas — berço eleitoral do candidato — tem significado prático: o episódio acende alerta para a campanha ao mostrar que a sombra da Rejeito permanece no debate público e pode ampliar desgaste nas bases locais. Mais do que ruas divididas entre aplausos e vaias, a cena ressalta a necessidade de resposta pública coordenada da candidatura a fim de neutralizar efeitos negativos e recuperar espaço diante de eleitores preocupados com integridade e transparência.