O candidato à Presidência Romeu Zema visitou a Feira de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, onde ouviu reclamações de feirantes e consumidores sobre a perda de poder de compra diante da alta dos preços. Em tom crítico, associou a pressão sobre renda e preços a níveis elevados de gasto público e a juros que penalizam a economia.
Zema afirmou que a retomada do poder aquisitivo passa por um ajuste fiscal: cortes considerados necessários para conter a inflação e permitir queda dos juros. Segundo o ex-governador, comerciantes relataram manutenção de salários em contraste com a disparada dos alimentos — cenário que, na sua avaliação, decorre de desequilíbrio nas contas públicas.
Entre as propostas citadas estão uma reforma administrativa abrangente (a exemplo de medidas que atinjam União, estados e municípios), nova revisão previdenciária, privatizações e mudanças em programas sociais. O candidato estimou que disciplina fiscal poderia reduzir a taxa de juros para cerca de 6% e gerar economia significativa — projeções que ele apresentou como base para ampliar transferências a quem mais precisa.
Do ponto de vista político, a mensagem mira eleitores afetados pela inflação e busca colocar a responsabilidade fiscal no centro da campanha. Resta, contudo, a necessidade de detalhar quais cortes seriam feitos sem prejudicar serviços públicos, e de enfrentar a resistência política a medidas que mexem com estrutura do Estado. Zema reconheceu que os efeitos seriam graduais e dependem de maior disciplina no uso dos recursos.