O pré-candidato à Presidência Romeu Zema afirmou nesta terça-feira que não convidou Michelle Bolsonaro para integrar sua chapa como vice. Segundo ele, a menção ao nome da ex-primeira-dama ocorreu ao responder a uma pergunta de jornalista, como uma possibilidade entre outras, e nunca como oferta formal.
Horas depois da fala de Zema no fim de semana, Michelle usou suas redes sociais para afastar qualquer cenário do tipo. Ela lembrou ser filiada ao PL e apontou que um partido não pode ter duas candidaturas majoritárias concorrendo em coligações distintas, barrando na prática qualquer costura imediata entre os dois nomes.
A troca pública de mensagens deixa riscas políticas importantes: além de expor falhas de coordenação na articulação da campanha, o episódio acende alerta sobre a capacidade do pré-candidato de construir alianças com figuras de destaque e respeitar vetos partidários. Em ano de janela curta para registros, a indefinição amplifica o custo político de mensagens contraditórias.
Zema também aproveitou a entrevista para reafirmar seu programa econômico: defesa de privatizar 'tudo' sem 'vacas sagradas' e proposta de transformar a Petrobras em uma espécie de corporation, com a União como acionista passiva que receba dividendos sem interferência política. Com a convenção do Novo em Brasília marcada para 27 de julho e o prazo final do TSE em 5 de agosto, a campanha terá de decidir rápido a vice e a estratégia de alianças.