O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou nesta segunda-feira que foi notificado pela Justiça Federal em uma ação movida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema disse estar indignado com a medida e anunciou que continuará a manifestar publicamente suas críticas a autoridades que, segundo ele, se aproximaram de empresários investigados.
O ex-governador relacionou a notificação a declarações anteriores sobre a ligação de integrantes do Judiciário com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente investigado e preso na Superintendência da Polícia Federal. Zema citou fatos já divulgados publicamente envolvendo ministros e negócios ou voos com o grupo ligado ao banqueiro, reforçando que suas críticas se baseiam em informações conhecidas.
Politicamente, a notificação de um ministro do STF a um pré-candidato acende alerta para a campanha de 2026: por um lado, pode fortalecer a narrativa anticorrupção e anti‑elite de Zema, mobilizando eleitores contrários ao status quo; por outro, arrisca ampliar desgaste e gerar litígios que desviem a agenda eleitoral para disputas judiciais. A movimentação também complica o debate público sobre os limites entre crítica política e responsabilidades legais no ambiente pré-eleitoral.
Zema não detalhou o teor da notificação nem o objeto específico da ação, e o STF não comentou o caso até o momento. Resta observar se a disputa seguirá no campo judicial e de comunicação, e como isso influenciará a estratégia do pré-candidato e a percepção de eleitores sobre a relação entre poder público e grupos econômicos investigados.