Em agenda no Vale do Mucuri, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) visitou o Hospital Regional de Teófilo Otoni, entregue em maio, e voltou a colocar o fortalecimento do atendimento primário como eixo central de seu plano para a saúde. Segundo ele, ampliar a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBS) evita o agravamento de doenças e reduz a necessidade de longos deslocamentos da população para exames e consultas.

Zema retomou a referência à experiência em Minas Gerais — quando disse ter implementado hospitais e UBS durante sua gestão — e defendeu levar esse 'padrão de atendimento' para o país. Na visão do candidato, a prioridade deve ser a atenção básica, com investimentos na infraestrutura e na construção de unidades em localidades isoladas, para garantir assistência mais próxima do cidadão.

Outro ponto destacado foi a mudança no fluxo de recursos: Zema propõe repasses diretos e automáticos às prefeituras, ou a negociação de um novo pacto federativo, para reduzir a dependência dos municípios de transferências condicionadas. O argumento é que o modelo atual deixa gestões locais constantemente em busca de recursos, o que prejudica a execução de serviços básicos.

Além de medidas na saúde, o candidato defendeu privatizações, redução da carga tributária e cortes em benefícios e supersalários do setor público, incluindo pontos sensíveis relativos ao Judiciário. As propostas apontam para uma agenda fiscal rígida, mas tendem a enfrentar obstáculos políticos e técnicos no Congresso e nos tribunais, além de debate sobre o impacto real desses remanejamentos na oferta de serviços em regiões mais carentes.