O pré-candidato à Presidência Romeu Zema provocou controvérsia ao questionar a atual proibição do trabalho infantil durante uma transmissão ao vivo no Dia do Trabalhador. Na fala, ele comparou a situação brasileira com práticas informais em outros países e disse que pretende alterar a regra nacional, introduzindo um contraponto à legislação vigente.
A legislação brasileira veda o trabalho para menores de 16 anos, com exceções para aprendizes a partir dos 14. A posição de Zema, que defende ampliar oportunidades para adolescentes como suposta barreira ao aliciamento por organizações criminosas, tende a gerar reação de grupos de defesa dos direitos da criança e de setores liberais e conservadores preocupados com segurança jurídica e proteção social.
Politicamente, a declaração expõe o presidenciável a riscos: pode inaugurar desgaste com eleitores preocupados com direitos humanos e com dirigentes partidários que evitam ampliar controvérsias sensíveis em ano pré-eleitoral. Ao mesmo tempo, sinaliza uma tentativa de ampliar a narrativa sobre mercado de trabalho e responsabilidade familiar, enquadramento frequente no discurso de candidatos de centro-direita.
Falta, porém, detalhamento sobre como propostas do tipo seriam harmonizadas com normas constitucionais, convenções internacionais e mecanismos de fiscalização que visam impedir exploração. A declaração de Zema acende debate e tende a forçar opositores e aliados a definir posições claras, com impacto direto na construção de imagem do candidato até 2026.